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18 de setembro de 2009

Eu danço, tu danças, nós dançamos.


Somente hoje me dei conta da morte de Patrick Swayze.
Gosto de dançar. Desde pequena. Nas festas ficava olhando meu pai dançando: a calça de linho bem cortada, a camisa social com as mangas dobradas nos cotovelos e a gravata. Os sapatos impecavelmente bem lustrados. E depois ele me fazia rodopiar com ele.
Assistindo novamente Dirty Dancing, senti saudades do meu pai.
Quero dançar.


foto retirada da net

28 de julho de 2009

W.I.P


A gente se conheceu no curso Normal - íamos ser professoras. Onde uma estava, as outras duas também estavam. Puxa, éramos três amigas inseparáveis.
Depois cada uma seguiu seu caminho mas sempre com os cordões entrelaçados, se é que vcs me entendem!
Os anos passaram, casamos, tivemos filhos. Duas ficaram viúvas mas uma se casou novamente.
Duas já são avós. A outra continua só mãe.
Depois nos juntamos novamente: panos, contas, missangas, jeans, rendas, risos... muitos risos!!!
A gente ri por qualquer coisa. E chora também por qualquer coisa.
Hoje chorei assistindo Marley e eu. Quando terminou lembrei da noite em que estava assistindo um filme na tv (ainda era p&b!) sobre um cachorrinho e coisa e tal e, o telefone tocou:
- Você está vendo (voz entrecortada pelo choro) o...
- Simm (voz entrecortada pelo choro).....
Então, lembrei também das fotos que ainda não tinha postado.
Voltamos!
uiiiiipiiiiiiii!!!!!!







29 de maio de 2009

Vamos falar de furoshiki

A internet realmente é!
As coisas que a gente descobre e aprende.
Há anos que conheço aquela maneira de embrulhar objetos com tecido.
Sempre achei este jeito de embrulhar com pano, uma maneira simples e delicada de mostrar carinho pelo objeto embrulhado. Eu me sentia feliz quando era criança e, na escola, abria a merendeira e encontrava meu lanche embrulhado num paninho de linho todo bordadinho com flores, com todo cuidado e carinho pelo minha mãe.
Lembro que antigamente via trabalhadores com a marmita embrulhada no pano de prato (sempre branquinhos!) com aquele nó bonitinho arrematando!
E nos livros de história, as trouxinhas dos porquinhos também eram de pano.
Quando meus meninos eram pequenos, eu mandava o lanche dentro de um tuperwere, embrulhado no guardanapo. Eram guardanapos grandes e brancos com o nome bordado: Rafael, Felipe, Mariana.
Mas eles cresceram e passaram a lanchar na escola.
Outro dia descobri na net que esta maneira de embrulhar chama-se furoshiki.
Gente, fui lá em cima e voltei.
E eu crentizinha que era coisa de mineiro!
Tem base?



Furoshiki é o nome em japonês para um pedaço de tecido normalmente utilizado para embrulhar e transportar roupas, presentes e, claro, o clássico bento. Saiba um pouco mais sobre essa tradição japonesa, e aprenda a fazer seus próprios embrulhos com o furoshiki. www.cosplayers.net

6 de abril de 2009

Mais linhas que panos!







Ah como eu gosto das segundas-feiras! São dias especiais. Com sol ou com chuva. Eu sou fanzoca de carteirinha das segundas. Tem pessoas que adoram as sextas-feiras. É o dia de sair com a turma do escritório. Outros gostam dos sábados: podem acordar mais tarde, curtir um clube. E tem gente que gosta das terças e ainda outros que são apaixonados com as quartas e quintas-feiras! Mas engraçado é que não escuto muito sobre os domingos. E este dia deveria ser o melhor: imagina começar a semana com um dia de descanso! Mas domingo é um dia um pouco tendencioso, eu acho. Se a família é grande é o dia em que todos se reunem: ou tomam o café da manhã juntos ou almoçam juntos (os restaurantes estão sempre cheios no domingo!) ou então fazem um lanche à tarde. Os meninos correndo de um lado pro outro, aquela piada antiga, um queixume aqui, uma receita ali, a gozação em cima do torcedor cujo time perdeu. Quando a familia é pequena é o dia de ir ao parque, teatro de manhã, praça e às vezes um cinema à tarde. E tem ainda aqueles que levantam da cama com todo o acompanhamento: edredom, travesseiros, o ursinho de pelúcia e, se aboletam no sofá em frente da tv. E tome televisão! Almoço delivery, pipoca de micro ondas, chips, ruflles e biscoitos. Enfim quando chega a noite, levantam do sofá, tomam aquele banho. Abrem a janela e ligam pra um conhecido pra jogar um pouco de conversa fora!
Por isso gosto das segundas-feiras: crianças indo pra escola, café tomado na padaria da esquina, o ônibus cheio, a banca de revista com os leitores habituais, a praça cheia de gente caminhando, bebês tomando sol, cachorros passeando...
Os dias seguintes serão rotineiros.
Somente a segunda-feira é peculiar!


(imagem retirada da internet)

4 de abril de 2009

Tô dentro do horário, né?


Pois é, esta semana foi um pouco diferente das outras.
Talvez porque o dia 1° de abril caiu numa quarta-feira.
Será?
- Bom isso não vem ao caso!
Na segunda-feira liguei para o consultório da minha ginecologista e agendei uma consulta. Ok. Consulta marcada e o lembrete em letras garrafais, com dia e hora, devidamente afixado no quadro de avisos: a porta da geladeira. Neste mesmo dia fiz uma radiografia dentária que depois de pronta seria entregue no consultório do meu dentista que, de posse da mesma, marcaria meu retorno ao seu consultório.
E você deve estar pensando: blá, blá, blá, blá....
Na terça-feira a secretária do dentista me ligou marcando meu retorno. Retorno agendado e mais um lembrete afixado no quadro de avisos: a porta da geladeira.
Quarta-feira, Mari foi pra faculdade com a colega e deixou o carro comigo pois eu tinha a tal consulta com a ginecologista às 18 h. E lá fui eu pra médica: tranquila, ouvindo Julieta Venegas. Na rua do Minas ( lembrei do Viotti: a rua do Minas chama-se Prof. Antonio Aleixo) o trânsito começou a ficar complicado. Andava um pouquinho e parava... outro passinho, outra paradinha.
- Que droga!
- Assim vou chegar atrasada na médica!
Em frente ao Palácio da Liberdade, o circo estava armado: manifestantes, carro de som, polícia militar, batalhão de choque, apitos...
- Meu Deus, qui qui tá acontecendo?
O guarda sinalizando o trânsito com o apito na boca e balançando o braço assim: anda! anda! anda!
- Ai que alívio sair dessa confusão!
Entrei na Av. Alfredo Balena e fui seguindo. Agora estava mais devagar procurando uma vaga para estacionar.
- Ôba! Aqui cabe!
- Jesus amado, cadê o papel do rotativo? Ah... tá aqui!
Desci do carro, fechei tudo e corri para o consultório.
Na portaria do prédio me pediram a carteira de identidade. Ok. Identificada, subi pro consultório. Parei na porta e vi que a sala estava cheia.
- Oi, Regina, tô dentro do horário né?
- Está sim.... Só que o dia é amanhã.
Fui lá em cima e voltei....
- Que droga!
Sem chance de ficar ali. Liguei pra Mari avisando que estava voltando e que ela me esperasse na porta do prédio para irmos no Ponteio. Ela disse que melhor seria ir em outro dia.
- Tudo bem!
Cheguei em casa, contei a aventura.
A quarta-feira estava acabando.
- Mari, amanhã vou ficar novamente com o carro. Dentista.
E lá vou eu pro dentista: tranquila, ouvindo Madona...
- Nossa, Jesus é bom demais! Uma vaguinha aqui, bem na porta! Obrigada Deus!!!
Entrei no prédio e parei na porta da clínica.
- Oi, Fátima, tô dentro do horário né?
- Está sim... Só que é na quinta-feira da outra semana, dia 7.
Fui lá em cima e voltei...
- Se voce puder esperar, o dr. Hélio tem horário às 11 hs.
- Tudo bem, mas vou só tomar uma água e volto na próxima quinta.
Saí de lá, liguei pra Mari e contei a aventura.
- Mãe, num acredito! De novo?!
- Pois é filha, fazer o quê, né?!
Na volta resolvi levar o carro pra lavar.
Quem sabe, sem agendar, eu conseguiria estar no dia certo, na hora certa, no lugar certo!




foto de Magda Rebello





25 de março de 2009

Ok, Papai!



Ok, Joe! É assim que falo com Paulo quando quero dizer que ele está certo. Pronto, você venceu!
E foi exatamente assim que disse na madrugada de segunda-feira ao terminar de ler o livro "A Cabana":
Ok, Papai!
Fechei o livro e dormi. Não me lembro se orei antes de dormir mas lembro perfeitamente que quando acordei disse: Papai, vou levantar, abrir a janela e ver este dia que o senhor me preparou.
E o dia estava radiante!!!

(foto retirada da internet)


19 de março de 2009

No meio do caminho tinha....


No meio do caminho tinha....
Upload feito originalmente por PANOAMANO

O plano era ir ao banco e voltar pra casa para continuar o trabalho mas... no meio do caminho tinha uma livraria, uma loja de tecidos e um boneco de pau!
E voltei pra casa acompanhada!!

Em casa, entre um copo de água e outro comecei a folhear o livro, A Cabana de William P. Young com Pinóquio sentado na mesa entre os tecidos...

Lidas a capa, contracapa e orelhas, entrei no prefácio e me deixei levar pelas palavras do autor que pouco a pouco começavam a desenhar Mack. Antes de começar o primeiro capítulo, estava com uma sensação estranha: afinal estar lendo e com colares para terminar me faziam sentir como se estivesse matando aulas...

O telefone tocou, atendi.

Conversei.

Guardei os panos e, me acomodei no sofá para continuar a leitura!

Hoje decididamente matei a aula.

20 de fevereiro de 2009

Essa crise....

Hoje estava conversando com aquele que faz meus olhos brilharem e descobrimos que passamos pela crise dos sete anos de casados sem arranhões. Não discutimos diariamente nossa relação, não fazemos cobranças... nada! Pudera! Ele em Portugal e eu aqui. Talvez por isso nosso casamento esteja dando tão certo. Sei de casais que vivem em casas separadas e cuja relação está cada vez melhor, que dirá então de casais que vivem em países diferentes? Melhor impossível!
Nós nos vemos todos os dias. Aquele que faz meu coração bater descompassado entra pontualmente às 21 horas (horario de Brasília, claro) e "tecemos" até esgotar os assuntos do dia. Ele me faz companhia enquanto faço os colares: dá um palpite, escolhe uma cor ou faz aquela cara de não estou percebendo, como se estivessemos um do lado do outro no sofá da sala.
Hoje ele mandou-me umas fotos de Duk e Raimundinho.
Ah, Raimundinho! Depois do banho e da massagem, que eu chamava shiatsu (rss), deixava-se entregue à Morfeu. Dormia no sofá, entre o encosto e assento, como se fosse sua propriedade!
E no dia em que estávamos no sitio e sentimos sua falta:
- Cadê o Raimundinho?
E procura daqui e dali, vai lá fora, vai lá dentro, sobe, desce, grita e quando eu já estava com os olhos rasos de água.... quem eu vejo em cima do telhado, balaçando o rabinho?
- Raimundinho?!
- Ah, seu maluquinho!
- Como foi parar ai?
- Se ainda fosse um gato, tudo bem...
- Mas você é um york com excelente pedigree!
- Ah, menino!!

"Duk e Luca tiveram dois filhotes. Os filhotes ainda não tinham aberto os
olhos e o cachorro do vizinho entrou por um buraco na cerca, atacou e matou Luca, a mãe. Tivemos que amamentá-los com leite especial para cachorros, 10ml de 3 em 3 horas. Eles dormiam enroladinhos em pequenos cobertores e às vezes era preciso colocar a bolsa com água quente para ajudar a aquecê-los. Não tive coragem de cortar a cauda. Um deles, a fêmea, foi vendido . Ficou o macho que fazia graça para o pai e brincava conosco: Raimundinho. No dia seguinte em que ele subiu no telhado, o cachorro do vizinho o atacou também. Até hoje lembramos dele com saudades..."

5 de fevereiro de 2009

Quando voce estava aprendendo a escrever eu fazia poesia

Outro dia estava assistindo o filme "Finding Forrester" (Encontrando Forrester) e numa das cenas, Forrester ensina à Jamal como escrever: escrever sem pensar no que estava escrevendo, sem regras, sem censuras, como se escrevesse para si próprio e que ficasse atento somento ao barulho das teclas (Jamal usava uma máquina de escrever daquelas antiiiiigas!).
Então hoje sentei aqui e estou fazendo a mesma coisa, escrevendo sem regras, sem censuras e sem acentos: vou escrevendo o que vem a cabeça. As mãos estão à mercê da cabeça.
Lembrei-me de calças boca de sino. Lembra delas? Não? Puxa.... Mas das japonas vc lembra, né? Também não? Discos de vinil: long-plays e compactos? Tá bom, não lembra. Lembra daqueles celofanes que colocavam na tela da televisão? Vermelho, amarelo, azul? Tinha um degradê. A imagem ficava colorida em tons degradês: a cabeça, azul, o corpo, vermelho, as pernas, verdes e os sapatos, amarelos. Deste advento da tv colorida voce lembra! Também não? Rita Pavone? Renato e seus Blue Caps? Martinha? Nada???? Okey! Roberto Carlos. Do volks voce lembra, né? Bege, roda com aro 13, quase encostado no chão. Festival de Inverno em Ouro Preto? Um frio de rachar e todo mundo de calça boca de sino e casaco midi, preto. E do Beb's, lembra? Ficava no quarteirrão fechado da Rua Pernambuco. Vendiam batidas (batida= bebida originária da mistura de cachaça, gelo, frutas e leite condensado, batida no liquidificador) deliciosas! Um dia a polícia fechou o quarteirão: quem tá de fora não entra e quem tá de dentro não sai. Uma confusão. Saiu no jornal, todo mundo comentou. Voce nem sabia que tinha um bar chamado Beb's? Janis Joplin, Jimi Hendrix - Bold all, bold as love - Mamas and the Papas, Chico e Nara. Os Mutantes. Caetano e Gil. Festival Internacional da Canção? Lembrou? Ah bom, voce tinha cinco anos.





1 de fevereiro de 2009

W.I.P

Já faz algum tempo que estou pensando em fazer bijus pra meninas. Uma coisa assim tipo "para meninas que gostam de usar bijus igual da mamãe". Algumas clientes sempre perguntam se tenho algum colarzinho pra filha que adora as bijus que faço. Então resolvi fazer alguma coisa assim.


31 de janeiro de 2009

Azul marinho

Hoje está mais quente do que ontem. Eu não gosto de calor. Fico sem lugar. O calor me deixa sem idéias. Minha criatividade diminui. O lápis e a gulha escorregam da mão com facilidade, os tecidos esquentam e as linhas embolam. Pegar no feltro? Nem pensar - quente demais!


Não gosto de praia (óbvio!) - uma vez q não gosto de calor, mas hoje sinto vontade de estar deitada numa rede, olhando o mar. Queria sentir o vento e o cheiro do mar. Simplesmente olhar o horizonte azul, sem começo nem fim. Aquele azul que a gente não consegue explicar: azul marinho.



É.



O azul do mar é azul marinho.


PANOAMANO é:

Um lugar especial para contar um pouco de mim: as coisas que gosto, as coisas que sei e também aquelas que não gosto e o que ainda não sei .

Meus panos coloridos, retalhos bordados, pontos inventados na hora e, as letras desenhadas ao sabor da imaginação.

PANOAMANO é a minha maneira de enfeitar o cotidiano!"